Brasileiros são medalhistas em Olimpíada Internacional de Astronomia

POR GIULIANA VIGGIANO*

equipe brasileira conquistou uma medalha de prata, duas medalhas de bronze, duas menções honrosas e um prêmio especial na XI Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), realizada em novembro na cidade de Phuket, Tailândia. Esse foi o melhor desempenho brasileiro na IOAA desde 2013— esta edição contou com 219 participantes de 44 países.

A equipe se preparou durante mais de um ano para o evento: “Organizamos provas e treinamentos para os alunos com o auxílio de professores universitários de diversas instituições brasileiras”, afirna Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos, que organiza a competição desde 2012, em entrevista à GALILEU.

Uma preparação que exigiu muito esforço dos jovens. De acordo com João Vitor Guerreiro Dias, ganhador da medalha de prata, o apoio do colégio foi essencial, mas o estudo só para a Olimpíada não seria o suficiente: “Por conta da competição de física, tive vantagem na hora de compreender os conteúdos”, diz à GALILEU.

João Vitor Guerreiro Dias exibe a medalha de prata obtida na competição (Foto: Arquivo pessoal)

Os dias de competição, entretanto, também servem para fazer amizades. O jovem conta que seu time fez amizades com “gringos” de todo o mundo, principalmente da América Latina.

Aliás, um ponto que temos em comum com nossos vizinhos é o bom desempenho nas provas de observação: nos damos bem em uma parte da prova que exige dos estudantes a compreensão do que eles conseguem enxergar através de um telescópio.

Ambiente da competição (Foto: Divulgação)

“A prova teórica também é mais tranquila, mas para o dia em que fazemos análise de dados… É muito difícil encontrar alguém confiante”, recorda João Vitor, que sonha em estudar engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Financiamento
Por conta dos cortes de verba, a viagem para o exterior, normalmente paga pelo governo, teve de ser financiada pelos próprios alunos ou, como é o caso do Medalha de Prata, pelo colégio.

Gustavo Rojas ressalta a importância do apoio governamental para a realização de olimpíadas desse tipo, mas lamenta a falta de recursos: “Essa diminuição limita a participação dos alunos. Já chegamos a ter 1 milhão de inscritos na OBA [Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica], e agora são apenas 700 mil”.

Estudantes conversam entre provas da OIAA (Foto: Divulgação)

*Com supervisão de Thiago Tanji.

Fonte: Revista Galileu

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