Muito além do “curtir e compartilhar”

Universidades contam como transformaram as redes sociais em eficientes ferramentas de relacionamento interno e captação de alunos

Enviar uma mensagem na página do Facebook do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), na Paraíba, pode parecer uma ação trivial. No entanto, o contato via rede social mobiliza uma equipe, norteada por uma ferramenta de relacionamento especializada no setor de educação, a Planeta Y.

Desde sua implantação, em 2014, o sistema tem gerado bons resultados tanto na captação e retenção de alunos quanto em relacionamento no ambiente acadêmico. “A maioria das IES ainda usa as mídias sociais apenas como canais de divulgação”, comenta o diretor de Marketing do Unipê, Glauson Mendes. Um usuário das mídias sociais que questione, por exemplo, se o centro possibilita financiamento para o curso de Administração passa, automaticamente, a ter seu contato avaliado e classificado de forma individualizada. Ele recebe conteúdos educativos (como e-books) e respostas que levam o interessado a se inscrever no processo seletivo do Unipê.

Mas o que é preciso para amplificar o uso das redes sociais da IES para esses fins? O diretor enumera a necessidade de, ao menos, um analista de mídia social com dedicação exclusiva, um profissional de design interno para desenvolver peças das publicações e um software de gestão. “Quantos alunos são matriculados e quantos foram bem atendidos no dia a dia da instituição são dados muito importantes – e o sistema de monitoramento deve lhe fornecer essas informações”, sugere.

Os números dessa interação estão em crescimento no Unipê. Em 2014, 84 matrículas foram feitas após conversa inicial via Facebook – à época, havia apenas um analista de mídias sociais. Em 2016, a equipe totalizava cinco membros e teve um resultado de 582 matriculados. “Hoje, 12% de toda nossa captação vêm desses canais”, ressalta Mendes.

Fãs da IES
À frente do setor de Comunicação Integrada da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, Lúcia Búrigo conta que a ferramenta Planeta Y permitiu identificar um público interno.

“Foi possível enxergar os ‘Unesc Lovers’, grupo de apoiadores espontâneos, formados por acadêmicos, professores e funcionários; pudemos trazer essas pessoas do ambiente virtual para o meio offline”, conta. A universidade mobiliza uma equipe para atender às solicitações feitas via redes sociais e direcioná-las para os setores responsáveis pelo atendimento.

Operando para um universo de mais de 15 mil pessoas, se for considerado apenas o meio acadêmico, o monitoramento e relacionamento em redes sociais da Unesc se desenvolve no setor de Comunicação. A partir da Planeta Y, a equipe desenvolve a interação com o usuário, identifica as demandas e às direciona para setores específicos. “Buscamos as soluções e, posteriormente, procuramos estabelecer um pós-contato para saber como foi o andamento”, detalha.

Resposta imediata
Para o CEO da Planeta Y, Marcus Aquenaton, as instituições têm de se adequar à forma como os candidatos, alunos e sociedade se relacionam hoje e enxergar as redes sociais como uma extensão do campus.

Na visão de Aquenaton, pelo fato de a plataforma atuar unicamente no mercado educacional, há um melhor entendimento das “dores” da instituição. Cada interação feita por meio da ferramenta gera um aviso para os analistas, que vão atendê-la ou encaminhá-la da maneira mais adequada. “Diferente dos outros meios como a televisão, jornal ou outdoor, nos dias de hoje a resposta pelas redes sociais é (e tem de ser) imediata”, frisa.

Cada mensagem recebida é avaliada e classificada, transformando-se em informação para uso da IES. “O trabalho nas redes sociais vai muito além do like: audiência não é nada sem conversão em matrículas”, conclui.

Fonte: Revista Ensino Superior

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