UFPE e Votorantim assinam convênio para pesquisar geossítio em Paulista

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Grupo Votorantim assinaram ontem (26) à tarde, no Gabinete do Reitor, um convênio de cooperação em pesquisa, ensino e divulgação científica em um geossítio localizado na Pedreira Poty, no município de Paulista (PE). O local, que fica em área gerida pela empresa, traz marcas geológicas da passagem do meteoro que causou a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.

De acordo com o geólogo Rodrigo Sansonowski, representante da Votorantim, este tipo de geossítio será o primeiro da América do Sul aberto para visitação. Ele apresentou uma palestra sobre a implantação do espaço no 48º Congresso Brasileiro de Geologia, em outubro do ano passado, em Porto Alegre, e muitos pesquisadores de todo o Brasil já demonstraram interesse em pesquisar no local. “Muito conhecimento vai circular”, afirmou o geólogo.

A abertura está prevista para novembro. A manutenção do local ficará a cargo da Votorantim e o acompanhamento dos interessados a cargo da UFPE. A equipe da empresa também vai separar fósseis encontrados para análise na Universidade. A criação dos painéis informativos já em andamento, sob a coordenação da professora Alcina Barreto, do Departamento de Geologia (UFPE). Ainda será discutido se haverá visitação do público em geral, por motivos de segurança.

Para o reitor Anísio Brasileiro, a parceria entre o mundo empresarial e o mundo acadêmico é uma marca da sociedade articulada em rede. “Essa é a melhor forma de trabalhar a serviço do conhecimento”, disse. Para o professor Silvio Romero Marques, presidente da Comissão Executiva das Comemorações dos 70 anos da UFPE, é um momento muito feliz para a Universidade. “Assim o conhecimento produzido aqui pode se perpetuar pelas gerações”, comemorou.

O professor Gorki Mariano, do Departamento de Geologia, afirmou que a ação transcende o ambiente da Universidade, pois tem interesse geral. A professora Kátia Piovesan, do mesmo departamento, disse que os estudantes estão ansiosos pela inauguração. “É um privilégio enorme de ter isso no nosso quintal. Esse espaço pode vir a ser reconhecido mundialmente”, ressaltou, destacando o trabalho realizado em local semelhante na Itália.

GEOSSÍTIO – De acordo com o professor Mário Ferreira, chefe do Departamento de Geologia, o local apresenta microfósseis marinhos e continentais. Essa mistura bem demarcada de materiais do oceano e do continente foi causada pelo tsunami decorrente do impacto do meteoro. Além disso, já foi detectada a presença do mineral irídio, que não ocorre comumente na Terra, mas é muito encontrado em meteoritos.

Fonte: Ascom UFPE

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