Protagonismo estudantil: como ele pode mudar a educação brasileira

Como as competências individuais podem ser utilizadas como grandes ferramentas para a transformação da educação e do mundo.

Já parou para pensar que a educação estagnou? Somos bilhões de pessoas, pensando de forma diferente, com perspectivas e vivências distintas, e ainda assim há, na maioria das escolas, um professor na frente da sala, aplicando conteúdos decorados e avaliações engessadas. Quando isso vai mudar?

Não é à toa que a educação é um dos assuntos mais discutidos ao longo do mundo e da história; uma formação pode mudar uma pessoa, uma sociedade e toda a realidade em que vivemos. “We don’t need no education” (Nós não precisamos da educação) dizia a letra de Pink Floyd em uma crítica ao antigo – e atual – sistema de ensino.

Como é possível, em pleno século XXI, seguirmos um modelo onde o professor fala na frente da sala de aula e os alunos e alunas têm apenas de ouvi-lo, às vezes sobre assuntos que não fazem parte do seu repertório intelectual, às vezes pela forma de aplicar esse conteúdo ou simplesmente pelo fato de não haver o mínimo interesse. Quem nunca se questionou quando usaria a fórmula de Báskara novamente?

Há um ano, uma escola de negócios em São Paulo implementou uma série de mudanças no sistema e modelos de ensino-aprendizagem, acreditando nesse processo transição de sistemas de ensino, em tempos onde tudo está evoluindo, menos a educação. A FAPPES, Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior, implementou o sistema Blox, onde seus alunos têm autonomia para escolher quando, onde e como estudarem as disciplinas de seus interesses. Além disso, a faculdade traz um conceito inovador de Metodologia Ativa, onde as salas de aula são compostas de mesas redondas, para que os alunos entrem como protagonistas no processo de conhecimento e aprendizagem, e o professor como um mediador entre os temas discutidos em sala.

E aí é que entra o protagonismo estudantil. A linha tênue entre a obrigação e a liberdade, onde os alunos e alunas têm um leque de oportunidades para evoluírem sua própria liberdade criativa, a fim de transformarem a educação em algo muito mais aplicável na nossa vida moderna.

A partir de centenas de opções, os alunos e alunas da FAPPES escolhem suas disciplinas, que acontecem em 8 encontros semanais. Desde “Papo com Platão”, até “Como o jeitinho brasileiro interfere nos negócios”, as disciplinas podem ser escolhidas por todos os cursos que a FAPPES oferece, evidentemente, cada qual com a sua carga horária e exigências do Ministério da Educação: Administração, Marketing, Processos Gerenciais e Gestão de Recursos Humanos.

“Como a sociedade vai mudar se a educação permanece estagnada?”, indaga o COO – Chief Operating Officer – da FAPPES, Thiago Dantas. Para ele, esse pontapé inicial precisava ser dado para que a construção de um ensino diferenciado se dê pouco a pouco. “É preciso haver essa conscientização e aproximação das IES com as empresas, para que juntos formemos profissionais contextualizados com o século XXI, e não profissionais para realidades que não são mais encontradas no mercado de trabalho. Assim podemos aumentar a capacidade de interagir e lidar com os problemas e desafios, encontrando novas soluções, e não construindo um grande passado pela frente”, conta.

Sistemas como o da FAPPES são pouco introduzidos no Brasil, apesar da grande taxa de aceitação e, principalmente, de grandes resultados no âmbito da educação, tanto em questões de mercado, quanto em questões da própria formação de qualidade. Segundo a National Training Laboratories, 90% dos alunos aprendem um conteúdo quando estão praticando ou ensinando alguém; em contrapartida, apenas 20% assimilam o conteúdo ao escutar uma aula expositiva ou palestra.

INFOGRÁFICO

“Falar de protagonismo estudantil significa dar voz às próprias pessoas que estão estudando. É transformar a educação em algo inovador, como tudo no século XXI. Porque se você não é capaz de transformar sua visão de mundo a partir da sua educação, ou pior, se você não acredita no que está estudando, como será possível evoluir? É preciso haver essa conscientização para que as instituições de ensino parem de se preocupar tanto com a quantidade de matrículas e se voltarem mais para a qualidade daquilo que está sendo transmitido”, conclui Dantas.

Gostou? Você pode saber mais em fappes.edu.br.

Fonte: Administradores

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