Fora da Caixa

Olá caros leitores, como havia mencionado na última matéria. Iria trazer informações importantes para você que deseja empreender e não sabe por onde começar ou busca uma orientação. Assim convidei Aline Cavalncanti, para contar um pouco de sua história, falar do seu projeto o Fora da Caixa. E principalmente para você leitor, saber que ela é uma excelente coaching para lhe ajudar nesse processo.

Por Aline Cavalcante, sou uma jovem recifense vinda de uma família gigante e muito simples, que passou por um monte de dificuldades, mas nunca deixou de sonhar. Passei boa parte da minha vida tentando entender qual era meu lugar no mundo. Esse questionamento me levou a experimentar muitas situações, aprender um pouco de bastante coisas e conhecer muita gente diferente. Quando eu me encontrei no meio do empreendedorismo e da liderança e comecei a me desenvolver profissionalmente, entendi que minha missão era justamente a de ajudar as pessoas a se localizarem e se desenvolverem. Depois de ter aprendido a planejar projetos e artes (design), a desenvolver códigos de computador (programação), a gerir negócios (administração), a me comunicar (oratória), a influenciar pessoas (liderança) e a nunca desistir (vida), decidi influenciar pessoas a não desistirem de planejarem suas vidas e desenvolverem suas potencialidades com a liderança e o empreendedorismo.

O coaching, a psicologia e o empreendedorismo foram os caminhos principais que escolhi para fazer isso, mas há um bocado de muitas áreas que me agregam a entender melhor o que é ser alguém em busca de si mesmo.

Como começou o Fora da Caixa?

O Fora da Caixa começou no meu ensino médio. No meu segundo ano eu estudei em uma escola técnica estadual e comecei a desenvolver projetos de tecnologia por influência do curso técnico e do curso de programação que eu fazia no Microsoft Innovation Center ETEPAM, e por causa de competições de projetos (startups) eu tive um encontro com o empreendedorismo. Mas conheci um empreendedorismo diferente do que eu conhecia, além do terno e gravata, um empreender que impulsiona o desenvolvimento de competências e empodera socioeconomicamente. Eu vi tanto sentido naquilo que guardei em mim um desejo de levar o que eu tinha apreendido sobre o empreendedorismo para minha escola.

No terceiro ano do ensino médio, o professor de sociologia passou um trabalho sobre educação e eu escolhi falar sobre educação empreendedora. Me juntei às 4 meninas mais loucas (no bom sentido) e desenroladas que eu conhecia na escola e começamos a pensar como levar tudo isso para os meus colegas de escola. Pensamos em um evento, chamamos dois empreendedores (um deles o Silvio Meira) que toparam vir palestrar na nossa escola, montamos um time de voluntários e transmissão ao vivo pelo YouTube. Só faltou o nome. Depois de dias de reunião, sempre mencionando que essa era uma iniciativa “fora da caixa”, esse nome pegou e ficou como nosso título.

O primeiro evento foi na escola que estudei e teve um resultado incrível. Depois dele sabíamos que ainda haviam outros jovens que precisavam ouvir sobre empreendedorismo. Assim ganhamos força, time e apoio para pousarmos em mais escolas de Pernambuco e também de Alagoas, além de também desenvolver ações online e eventos pontuais abertos ao público.

Com quase 3 anos de projeto, mais de 10 mil jovens já passaram por nós offline. Agora estamos em fase de reajuste para um modelo ainda mais impactante, escalável e sustentável, trazendo ainda em 2017 ações que vão, mais do que nunca, transformar muitos jovens em todo o planeta.

Um case ou exemplo legal que passou pelo Fora da Caixa

Sempre gostamos muito de mostrar aos jovens que eles têm vez e voz. Em uma das formas que tínhamos de empoderar eles nesse sentido, lançamos uma seleção para jovens de 13 a 29 anos que queriam palestrar nos eventos do Fora da Caixa. Bombou de inscrições! E uma delas era de um caso muito especial: Ana Lívia, na época com 15 anos. Ela era uma das estudantes da Escola Técnica Estadual Miguel Batista, que recebeu uma ação incrível nossa em 2015. Ela contou na sua inscrição que aquilo a impactou de tal forma, que ela sentiu aquele mesmo desejo que tive em 2013 de multiplicar essa ideia. E foi o que ela fez. Na palestra que ela deu no aniversário de 1 ano do projeto, ela fez o auditório do Banco Central do Brasil (Recife/PE) aplaudir de pé e refletir sobre o que estavam fazendo com suas vidas. Lembrar disso, até hoje, me arrepia a alma de tão emocionante! São histórias como essa, da Lívia, que me fazem não desistir do projeto.

O que você mais aprendeu e gostaria de deixar de mensagem para seus leitores?
Eu aprendi muito sobre o poder dos sonhos. Para além dos clichês de autoajuda, o sonho impulsiona nossas atitudes e nos faz transpor as barreiras sociais, econômicas, profissionais e educacionais. Nos palcos e nas plateias do Fora da Caixa, isso foi mostrado diversas vezes.

Contato:
aline@iforadacaixa.com
http://facebook.com/cavalcantalines

CavalcantAlineS(Twitter)
iforadacaixa(Twitter)

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